"Esse sou eu pegando de volta o controle da minha vida!
Que p.... você tem feito ultimamente?"
(Fala de Wesley no filme "O procurado")
Porque muitas vezes não se enlouquece por insanidade, mas por perceber as coisas com excessiva lucidez...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Arrepiante! Arrebatador!
"Às vezes, quando fico acordada à noite, me pergunto se realmente tenho vivido. Será que é assim para todo mundo? Ou será que algumas pessoas têm mais talento para viver do que outras? Ou será que há pessoas que nunca vivem? Mas simplesmente existem? Então, o medo me pega e vejo um retrato horrível de mim mesma. Eu nunca amadureci. Meu rosto e meu corpo envelheceram, mas por dentro nunca nasci."
Fala de Charlotte (Ingrid Bergman) para sua filha Eva (Liv Ullmann) em HorstSonat [Sonata de Outono] filme de Ingmar Bergman, 1978, Suécia.
Fala de Charlotte (Ingrid Bergman) para sua filha Eva (Liv Ullmann) em HorstSonat [Sonata de Outono] filme de Ingmar Bergman, 1978, Suécia.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Blue Eyed (Jane Elliott)
Um dos melhores documentários que já assisti. Está dividido em 12 partes, podendo ser visto aos poucos, com calma.
Nojo!
Putz, eu odeio Big Brother,
mas não é um ódio qualquer,
esse vem como um vulcão,
lá do fundo de minha alma.
mas não é um ódio qualquer,
esse vem como um vulcão,
lá do fundo de minha alma.
Chapeuzinho Vermelho
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho que morava com sua mãe ao lado de uma floresta. Um dia, a mãe de Chapeuzinho lhe pediu para levar uma cesta de frutas frescas e água mineral à casa de sua vovozinha - não porque isso fosse trabalho de mulher, vejam só, mas porque era um ato generoso e que propiciava à filha uma visão comunitária sobre a vida. Tenho a acrescentar que sua vovozinha não estava doente, mas em plena saúde física e mental, sendo totalmente capaz de tomar conta de si mesma como adulta madura que era.
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si mesma e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E, então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: "Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto.....”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou fazer qualquer comentário ou dizer qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador que passava (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
“E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou. “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem ajuda de um homem?”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
[de James Finn Garner, em Contos de fadas politicamente corretos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva, RJ, Ediouro, 1995].
E assim Chapeuzinho Vermelho partiu de sua casa, com sua cesta, floresta adentro. Muita gente acreditava que a floresta era um lugar cheio de presságios e perigos, e nunca punha os pés lá. Chapeuzinho Vermelho, no entanto, em sua sexualidade emergente, tinha confiança em si mesma e nenhuma argumentação freudiana tão óbvia a intimidava.
No caminho para casa da vovozinha, Chapeuzinho foi abordada por um lobo, que lhe perguntou o que havia na cesta. Ela respondeu: “Alimentação natural e saudável para minha avó, que é uma adulta amadurecida e, obviamente, capacitada a cuidar de si mesma.”
O lobo respondeu: “Sabe, querida, não é seguro para uma menina andar pela floresta sozinha.”
Chapeuzinho retrucou: “Considero sua observação sexista e extremamente ofensiva, mas vou ignorá-la, por você desempenhar um papel tradicional de pária da sociedade. Agora, se você me desculpa, preciso seguir caminho.” E Chapeuzinho foi andando pela estrada afora.
Como todos os quadrúpedes que habitam as florestas, e que não conseguem se organizar política e socialmente, os lobos são desprovidos do pensamento linear ocidental e, por isso mesmo, têm uma visão imediatista sobre tudo o que os cerca. Sendo assim, o lobo não conseguia pensar em Chapeuzinho Vermelho sem dissociá-la da imagem de algumas batatas e um bom molho ferrugem!
E foi pensando nisto que ele pegou um caminho mais curto para casa da vovó. Mal chegou, foi logo comendo a velhinha. Uma ação inteiramente válida para o carnívoro que era. E, então, desvinculado de noções rígidas e tradicionalistas do que é masculino e feminino, vestiu as roupas da vovó e se meteu na cama.
Chapeuzinho Vermelho entrou na casinha e disse: “Vovó, trouxe alimentos desnatados e sem sal para lhe homenagear como matriarca sábia e nutridora que é.”
Da cama, o lobo disse suavemente: “Chegue mais perto, filha, para que eu te veja melhor.”
E Chapeuzinho respondeu: "Oh, ia me esquecendo que, como os morcegos, a senhora é oticamente cega. Mas, vovó, que olhos grandes você tem!”
“Eles muito viram e muito perdoaram, minha querida.”
“Vovó, que nariz grande você tem – relativamente, é claro e, certamente, bonito a seu modo.”
E o lobo respondeu com falsa modéstia: “Precisa ver o resto.....”
“Vovó, que dentes grandes você tem!”
E o lobo disse: “Estou contente com quem eu sou, e com o que sou!” Dito isso, saltou da cama e agarrou Chapeuzinho Vermelho, pronto para devorá-la. A menina ficou assustada com o lobo vestido daquele jeito, mas evitou fazer qualquer comentário ou dizer qualquer piada preconceituosa e de mau gosto sobre a opção sexual do animal, mas pôs-se a gritar devido à deliberada invasão de seu espaço pessoal.
Seus gritos foram ouvidos por um lenhador que passava (ou técnico florestal, como ele mesmo preferia ser chamado). Quando entrou na cabana e viu a luta, o lenhador tentou intervir. Mas, quando ergueu o machado, Chapeuzinho e o lobo pararam.
“E o que você pensa que vai fazer?”, perguntou Chapeuzinho.
O lenhador piscou e tentou responder, mas as palavras não vieram.
“Invadindo nosso espaço como homem de Neandertal! Confiando em armas em lugar do seu próprio pensamento!”, exclamou. “Sexista! Especieísta! Falocentrista! Açougueiro de árvores! Como ousa supor que mulheres e lobos não podem resolver seus problemas sem ajuda de um homem?”
Ao ouvir o discurso passional de Chapeuzinho Vermelho, a vovó pulou de dentro da boca do lobo, pegou o machado do lenhador e cortou-lhe a cabeça.
Superado esse contratempo, Chapeuzinho Vermelho, vovó e o lobo sentiram uma comunhão de propósitos. Decidiram então estabelecer uma comunidade alternativa, baseada no respeito mútuo e na cooperação, e viveram juntos na floresta, felizes para sempre.
[de James Finn Garner, em Contos de fadas politicamente corretos. Tradução e adaptação de Cláudio Paiva, RJ, Ediouro, 1995].
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Alguns tipos...
Fico observando por aí e percebendo alguns tipos de homens que não me atraem. Por exemplo:
o tipo "Silvio Santos" (ha, ha, haiiiiiiiiii) Esse tipo é aquele cara que está sempre com a boca cheia de dentes a mostra o tempo todo. Vive gargalhando e quando você pergunta como ele está, ele responde: SENSACIONAL!!! Parece até que fez aqueles cursos de auto-ajuda, estilo Lair Ribeiro. Detalhe: a mãe do cara morreu e ele está com aquele sorriso congelado no rosto te dizendo que está SENSACIONAL. Um porre! Logo se vê que o sujeito não é lá muito normal, pois não dá pra ficar feliz o tempo todo, né?
o tipo "Pagodinho" Esse tipo é aquele cara que tem "aquela" barriga enorme de cerveja, que vive em churrasco (não perde um) se empanturrando de picanha, pão de alho, cerveja, caipirinha e o que mais vier. Adora gargalhar bem alto, coçar o "....", cantar aqueles pagodes horrorosos, achar que as mulheres são "cachorras" e contar vantagens do que fez (ou melhor, provavelmente do que não fez). Porque Homem que é Homem, quando faz alguma coisa não fica espalhando suas "proezas" por aí, se é que podemos chamá-las assim.
Bom, vou tentar observar mais e descobrir outros tipos por aí. Por enquanto, são esses!
Cabeça de Siri
Sábado, reencontrei um "amigo" de tempos atrás num barzinho. Ele ainda guardava aquele sorriso lindo que um dia tanto me encantou, mas confesso que depois de um tempinho de conversa, lembro-me que só o sorriso havia me encantado, mais nada...rs...Muito agitado, sempre falador (pra não dizer, gogozeiro) me contou que estava escrevendo um livro. Fiquei curiosa! Pensei logo: puxa, como queria escrever um livro em minha vida, de preferência crônicas e esse cara vem me dizer que está escrevendo um! Fiquei com um misto de emoções: indignação, inveja, admiração e sei mais lá o que. Não tem coisa pior nesta vida do que gente com falta de modéstia. O cara simplesmente se acha! Disse que estava morando numa grande metrópole do Brasil há 4 anos e que 99,9% do "povinho" daqui tinha Cabeça de Siri. Bom, me vi incluída nesta porcentagem, já que nasci e cresci aqui. Aliás, ele não me deu muitas chances de sair destes 99,9%. Então, o que me resta dizer é Boa Noite!
Ass: Cabeça de Siri...rs...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O equilíbrio está no acreditar!
Às vezes, as coisas que podem ou não ser verdade,
são aquelas em que uma pessoa mais precisa acreditar.
Que as pessoas são basicamente boas;
que a honra, a coragem e a virtude são a base de tudo;
que dinheiro e poder ou poder e dinheiro nada significam;
que o bem sempre triunfa sobre o mal;
que o amor, o verdadeiro amor, nunca morre.
Não importa se é verdade, mas uma pessoa deve acreditar nessas coisas,
porque são coisas em que vale a pena acreditar!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Tique-taque
Quatro horas da manhã,
o relógio da vovó toca na sala.
Levanto bêbada de sono e paro o pêndulo.
Pronto, agora já foi, não consigo mais dormir.
Lá vem os meus pensamentos de sempre e alguns novos
pra completar a minha insônia.
Ligo o ar (como está quente este verão!!!),
deito e tento relaxar, mas eles estão aqui comigo.
Pra variar, insistem em ficar.
E aí começo a chorar,
chorar alivia um pouco.
Penso em ler algo e me vem a mente a Bíblia.
Dentro dela tem o "No Cenáculo" de 27/12/2010
que eu, na correria das festas de fim de ano, não li.
Fala justamente das nossas perguntas,
dos "porquês" que rondam nossa mente.
Sugerem que entregue pra Deus,
mas será que consigo?
Leio o meu salmo preferido:
"O Senhor é meu pastor e nada me faltará,
em verdes prados ele me faz repousar,
conduz-me junto as águas refrescantes..."
Aí penso que adoro picnics, por causa dos
verdes prados e das águas refrescantes.
Taí, quero fazer um picnic, mas será que encontro
um amigo(a) que tope esta coisa tão fora de moda aqui no Brasil.
Lembro agora dos picnics que fazia com a família da minha
irmã na Europa.
Tão bons, agradáveis, seguros, relaxantes...
Os vizinhos estão acordando, as cigarras e passarinhos
anunciam o começo de mais um dia.
Obrigada, meu Deus, por mais esse dia.
o relógio da vovó toca na sala.
Levanto bêbada de sono e paro o pêndulo.
Pronto, agora já foi, não consigo mais dormir.
Lá vem os meus pensamentos de sempre e alguns novos
pra completar a minha insônia.
Ligo o ar (como está quente este verão!!!),
deito e tento relaxar, mas eles estão aqui comigo.
Pra variar, insistem em ficar.
E aí começo a chorar,
chorar alivia um pouco.
Penso em ler algo e me vem a mente a Bíblia.
Dentro dela tem o "No Cenáculo" de 27/12/2010
que eu, na correria das festas de fim de ano, não li.
Fala justamente das nossas perguntas,
dos "porquês" que rondam nossa mente.
Sugerem que entregue pra Deus,
mas será que consigo?
Leio o meu salmo preferido:
"O Senhor é meu pastor e nada me faltará,
em verdes prados ele me faz repousar,
conduz-me junto as águas refrescantes..."
Aí penso que adoro picnics, por causa dos
verdes prados e das águas refrescantes.
Taí, quero fazer um picnic, mas será que encontro
um amigo(a) que tope esta coisa tão fora de moda aqui no Brasil.
Lembro agora dos picnics que fazia com a família da minha
irmã na Europa.
Tão bons, agradáveis, seguros, relaxantes...
Os vizinhos estão acordando, as cigarras e passarinhos
anunciam o começo de mais um dia.
Obrigada, meu Deus, por mais esse dia.
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